Rio-pretenses vencem medo da cirurgia ocular para dizer adeus à armação metálica.

“Você gosta mais dos óculos do que de mim.” A funcionária pública rio-pretense Luciana Aparecida dos Santos Minghin, 31 anos, ouviu esse desabafo do marido e tomou a difícil decisão: iria fazer a cirurgia para correção de miopia e astigmatismo.Os óculos a acompanhavam desde criança e a cirurgia foi feita há dois anos. “É um sonho viver sem eles e enxergar tudo”, afirma Luciana, que declarou independência às armações. A mudança melhorou sua qualidade de vida. Sem óculos, até a prática de esportes ficou mais fácil.O que pesou na decisão de Luciana não foi a estética. Segundo ela, a limitação visual a incomodava. A cobrança do marido também foi fundamental para optar pela cirurgia.A advogada Célia Niero Machado, 44, conviveu até o ano passado com 3,5 graus de hipermetropia e astigmatismo nos dois olhos. “Sempre tive muita vontade de fazer a cirurgia, mas tinha medo do resultado não ser satisfatório”, conta.
Célia também tentou as lentes de contato para se livrar dos óculos, mas diz que se sentia incomodada.A cirurgia, feita com o médico Jorge Dias, do Horp (Hospital de Olhos Rio Preto) há um ano, permitiu também mais uma liberdade: a escolha de qualquer óculos de sol sem a necessidade de colocar grau nas lentes escuras.“Fiz a cirurgia de manhã e à tarde já estava lendo bula de remédio”, afirma.Destemida, a produtora rural Yvete Naime, 62, optou pela cirurgia quando diagnosticou catarata nos olhos. Ela já tinha outras deficiências visuais e era refém dos óculos havia dez anos. “Nunca tive medo. Me deram uma anestesia na mão e a cirurgia durou menos de cinco minutos”, lembra.O resultado? “Maravilhoso. Os óculos me incomodavam muito”, diz ela. Yvete diz que a vaidade também influenciou na decisão. “Com óculos eu parecia professora.”Ela fez a cirurgia no olho esquerdo no dia 10 de julho e no direito dez dias depois, no Pardo Hospital Oftalmológico de Rio Preto.Recuperação é simplesO oftalmologista Benício Dini de Mendonça, um dos responsáveis pela operação de Yvete Naime, diz que a cirurgia para correção ocular demora de 15 a 40 minutos. Segundo ele, a correção da miopia – um dos problemas mais comuns – pode ser feita com laser ou implantes multifocais. Em qualquer caso, a recuperação é rápida. “Pacientes submetidos a cirurgias oftalmológicas têm alta no mesmo dia.”O oftalmologista Jorge Dias, 39 anos, diz que pacientes que optam pela correção buscam mais qualidade de vida.Mas nem todos os pacientes podem fazer a correção. Ela é contra-indicada para 12% dos pacientes que procuram os hospitais.O perfil dos pacientes é equilibrado em relação ao sexo. A correção para miopia é mais comum entre pacientes na faixa dos 33 anos. Já a correção para hipermetropia acontece, em média, aos 45 anos.Segundo Dias, nos últimos três anos o Horp (Hospital do Olho de Rio Preto) operou 7 mil olhos.O custo da cirurgia não oscilou nos últimos dez anos. Em 1996, quando foi implantada em Rio Preto, ela custava cerca de R$ 1,2 mil por olho. Hoje a cirurgia custa em torno de R$ 1,3 mil por olho. Os hospitais costumam facilitar o pagamento.Indicações para a cirurgiaAstigmatismo: dificuldade para ver detalhesHipermetropia: erro de focalização da imagem no olho, fazendo com que a imagem seja formada após a retinaPresbiopia: músculos ciliares vão perdendo a elasticidadeCatarata: o cristalino é opacificado, o que impede que os raios de luz cheguem à retina total ou parcialmenteFonte: Benício Dini de Mendonça/Hospital Pardo Oftalmológico de Rio Preto

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